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🇬🇧 Reino Unido · 1981–presente

Tears for Fears

O que define Tears for Fears não é apenas o som, mas como esse som conseguiu conectar-se com algo que muitos sentiam, mas não sabiam nomear. A música deles nasceu de um interesse genuíno em explorar o lado mais sombrio das emoções, usando sintetizadores e melodias cativantes para construir pontes entre o pop acessível e a introspecção. Nunca buscaram soar como mais ninguém, mas acabaram definindo uma época em que o eletrônico e o emocional se misturavam sem pudor. O resultado foi um estilo que, embora rotulado como *synth-pop*, sempre teve mais camadas: desde os ritmos obsessivos de The Hurting até as construções épicas de Songs from the Big Chair, onde guitarras e teclados se entrelaçavam sem hierarquias.

A virada que os levou de um projeto local a figuras globais veio com o segundo álbum. Songs from the Big Chair não só os colocou no radar internacional, como demonstrou que podiam funcionar tanto nas rádios comerciais quanto em palcos onde o público cantava cada palavra. Músicas como "Shout" e "Everybody Wants to Rule the World" se tornaram hinos instantâneos, mas o interessante não foi apenas o sucesso, e sim como conseguiram manter-se fiéis à sua essência mesmo quando o mundo os empurrava para o mainstream. O prêmio Brit que ganharam com esta última em 1986 foi um reconhecimento dessa dualidade: inovação dentro do popular.

3 Álbuns
30 Músicas
4M Ouvintes/mês

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3 álbuns · 1983 — 1989

Discografia completa

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Tears for Fears

Biografia

Depois desse momento, a banda enfrentou tensões internas que os levaram a uma separação temporária. Orzabal continuou sob o nome Tears for Fears, lançando Elemental em 1993 com um sucesso como "Break It Down Again", enquanto Smith explorava outros caminhos. A reunião em 2000 e o álbum Everybody Loves a Happy Ending mostraram que, além dos egos, o que os unia era a música. Décadas depois, em 2022, eles retornaram com The Tipping Point, um disco que não só os recolocou nas paradas britânicas — alcançando a melhor posição em trinta anos — como provou que seu som ainda ressoava, mesmo em um cenário musical muito diferente. Ainda naquele ano, receberam o Ivor Novello por sua trajetória, um detalhe tardio que confirmou o que sempre souberam: que sua obra havia deixado uma marca além dos números.

Dados

Nascimento
1 jan 1981
País
🇬🇧 Reino Unido
Gênero
new wave

Prêmios e reconhecimentos

  • Brit Awards

Selos discográficos

Phonogram Inc. Phonogram Epic Records Epic Gut Records Gut Mercury Records Mercury Fontana Records Fontana Universal Music Universal Concord Records Concord

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