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🇺🇸 Estados Unidos · * 1991–2000 * 2007–2011 * 2019–2024

Rage Against the Machine

O som de Rage Against the Machine não se parecia com nada ouvido nos anos 90: eles misturavam o peso do metal com os ritmos cortantes do rap, o groove do funk e a urgência do punk, tudo envolto em letras que não pediam licença para gritar o que outros calavam. A guitarra de Tom Morello não soava como a de ninguém: usava pedais para imitar scratches, distorcia os harmônicos até soarem como gritos humanos e, no meio de um solo, podia inserir um sample de um discurso político. Zack de la Rocha fazia rap com uma ferocidade vinda de anos na cena hardcore punk, mas também cantava com uma raiva que lembrava os gritos de protesto nas ruas. Brad Wilk e Tim Commerford davam à bateria e ao baixo uma base que podia ser hipnótica num momento e explosiva no seguinte, como se o ritmo em si quisesse quebrar algo. Não era só música: era um desafio sonoro ao status quo.

O primeiro disco, lançado em novembro de 1992, veio depois de a banda gravar uma demo caseira com apenas doze canções, algumas nunca editadas oficialmente. A arte da fita cassete mostrava recortes de jornais financeiros com um fósforo colado em cima, como um aviso de que algo iria queimar. A capa do álbum, no entanto, era uma fotografia histórica: o monge budista Thích Quảng Đức se imolando em 1963 para protestar contra a perseguição à sua religião. O produtor Garth Richardson, canadense, lhes deu um som cru, sem polimento, como se as canções tivessem sido gravadas num porão em vez de um estúdio. Quando Rage Against the Machine tocou no Lollapalooza de 1993, a plateia não sabia se devia dançar ou levantar o punho. Na época, já haviam assinado com a Epic Records, mas com uma condição clara: controle total sobre o que gravavam.

2 Álbuns
21 Músicas
4,3M Ouvintes/mês

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2 álbuns · 1996 — 2012

Discografia completa

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Rage Against the Machine

Biografia

Em 1996, lançaram Evil Empire, que chegou ao primeiro lugar da parada Billboard 200. Três anos depois, The Battle of Los Angeles repetiu a façanha. Não eram discos feitos para serem comerciais: eram armas. Renegades, de 2000, foi uma guinada inesperada: um álbum de versões onde reinterpretavam desde Minor Threat até Cypress Hill, mostrando que podiam se apropriar de qualquer som sem perder sua essência. A separação em 2000 os levou por caminhos distintos — Audioslave foi o projeto mais conhecido de Morello, Commerford e Wilk —, mas em 2007 voltaram aos palcos no Coachella Festival, como se o tempo não tivesse passado. Suas turnês posteriores os levaram pelo mundo todo, incluindo a América do Sul em 2010, até que em 2024 Brad Wilk confirmou que a banda havia terminado pela terceira vez. Em 2023, foram incluídos no Rock and Roll Hall of Fame, mas seu legado já estava escrito muito antes: nos riffs que desafiavam a métrica, nas letras que não se dobravam e num som que, até hoje, soa como revolução.

Dados

Nascimento
1 ago 1991
País
🇺🇸 Estados Unidos
Gênero
alternative metal

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy

Selos discográficos

Revelation

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