A produção de ¿Dónde están los ladrones? se estendeu por nove meses, um processo mais longo que em seus trabalhos anteriores, envolvendo uma equipe mais ampla que incluía colaboradores como Luis Fernando Ochoa, Pablo Flores, Javier Garza e Lester Méndez. Para alcançar um som distintivo, recorreram a equipamentos como amplificadores antigos e um microfone alemão de quatro décadas, buscando uma qualidade sonora particular. Shakira se exigiu ao máximo, revisando cada canção até sentir que a emocionava profundamente. O resultado foi um disco que recebeu boas críticas, destacando sua proposta sonora e lírica, e que inclusive levou um jornalista a compará-la com Alanis Morissette.
Comercialmente, o álbum teve um impacto imediato, superando um milhão de cópias vendidas em seu primeiro mês. Posicionou-se em listas importantes nos Estados Unidos, como o 131º lugar na Billboard 200, e liderou as listas da Billboard Top Latin e Latin Pop Albums. Canções como Ciega, sordomuda, o primeiro single, dominaram as listas da Billboard Hot Latin Songs e Latin Pop Songs, e ressoaram em vários países da América Central e Venezuela. Outros temas como Tú, Inevitable, No creo, Ojos así e Moscas en la casa também se situaram nos primeiros postos de popularidade. O álbum foi reconhecido com múltiplas certificações e uma nomeação ao Grammy Awards na categoria de melhor interpretação de rock latino/alternativo. Em 2020, a Rolling Stone o incluiu em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.