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Clube da Esquina 1972
Álbum · por Milton Nascimento ↗ Ver artista

Clube da Esquina

Quando você mergulha em Clube da Esquina, encontra uma obra que nasceu da união de Milton Nascimento e Lô Borges. Este álbum duplo, que viu a luz em março de 1972 sob o selo EMI-Odeon, foi um marco: o quinto disco de estúdio para Milton e o primeiro para Lô, marcando o início de sua carreira solo. A gestação deste som ocorreu em novembro de 1971, entre a serenidade da Praia de Piratininga em Niterói e a efervescência dos Estúdios Odeon no Rio de Janeiro. Ali, junto a músicos que formavam o coletivo homônimo que eles mesmos ajudaram a criar, teceu-se uma proposta musical que fundia MPB, pop barroco, folk e jazz com pinceladas de rock, psicodelia e até música clássica. O contexto político da ditadura militar brasileira ao fundo influenciou as letras, que exploravam a amizade, a liberdade e a juventude. A icônica capa, capturada por Cafi, mostra duas crianças, Cacau e Tonho, em uma estrada rural perto de Nova Friburgo, um lugar com ressonância pessoal para Milton.

Ano
1972
Músicas
21
Duração
64 min 16 seg
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21 música|s

Lista de músicas

# Título Disponível

Sobre o álbum

Clube da Esquina, segundo o DoReSol

No início, a imprensa brasileira não pareceu entender a audácia de Clube da Esquina, qualificando-o de "pobre e descartável". No entanto, o tempo e o boca a boca provaram o contrário. O álbum encontrou seu público, tanto no Brasil quanto fora, e a percepção crítica evoluiu até considerá-lo uma obra fundamental. Sua relevância se manteve, sendo incluído no livro de referência *1001 Albums You Must Hear Before You Die* em 2010, e recebendo reconhecimentos posteriores como o de Melhor Álbum Brasileiro de Todos os Tempos pelo podcast Discoteca Básica em 2022, e um posto de destaque na lista da revista Paste em 2024. Canções como Cais, com sua atmosfera envolvente, ou O trem azul, que transmite uma sensação de viagem sonora, são exemplos da riqueza que se esconde neste trabalho.

O espírito deste coletivo, o Clube da Esquina, forjou-se na década de 1960 em Belo Horizonte, Minas Gerais, no cruzamento de ruas onde Milton Nascimento e os irmãos Borges —Lô Borges, Márcio Borges e Marilton Borges— começaram a colaborar. Milton havia se mudado para a capital em 1963, conhecendo os irmãos no Edifício Levy. A conexão entre Milton e Lô, por exemplo, remonta a quando Lô era criança e se encontrou com Milton tocando violão, um encontro que marcou o início de uma influência mútua. Esta rede de músicos e amigos, alimentada pela crescente projeção de Milton, lançou as bases para a criação deste álbum. As sessões de gravação foram extensas, estendendo-se por dias e noites, marcadas pela improvisação e uma profunda colaboração entre os artistas.