Pouco depois de terminar as sessões, surgiram comentários na imprensa sobre a possibilidade de a gravadora DGC Records não lançar o álbum em seu estado original, considerando-o pouco comercial. Embora Nirvana tenha negado essas afirmações, eles não estavam totalmente satisfeitos com o resultado de Albini. Diante da recusa deste em fazer mais alterações, a banda recorreu a Scott Litt para fazer ajustes menores e remixar singles como "Heart-Shaped Box" e "All Apologies". Apesar de não atingir os números de vendas de Nevermind, In Utero estreou em primeiro lugar na Billboard 200 e foi elogiado por sua marcada mudança em relação ao seu antecessor. O álbum foi certificado com múltiplos discos de platina pela RIAA, vendendo mais de quinze milhões de cópias mundialmente.
O caminho para In Utero começou após a explosão comercial de Nevermind em 1991. Apesar das expectativas iniciais de vendas modestas, Nevermind tornou-se um fenômeno, popularizando o som grunge de Seattle. No entanto, os membros do Nirvana expressaram seu descontentamento com a produção daquele álbum, classificando-a como muito refinada. Cobain já havia antecipado em 1992 que o próximo disco mostraria "os dois extremos" de seu som, com temas mais crus e outros mais melódicos, buscando se afastar da unidimensionalidade de Nevermind. O processo de criação foi atrasado por turnês e pela espera do nascimento de sua filha, Frances Bean Cobain, o que levou a DGC Records a lançar a coletânea Incesticide no final de 1992. Em entrevistas anteriores, Cobain havia manifestado seu interesse em trabalhar tanto com Jack Endino, que produziu seu álbum de estreia Bleach, quanto com Steve Albini. De fato, em outubro de 1992, gravaram demos com Endino em Seattle, muitas das quais seriam reelaboradas para In Utero. Também realizaram demos durante uma turnê pelo Brasil em janeiro de 1993, de onde surgiu a improvisada "Gallons of Rubbing Alcohol Flow Through the Strip", incluída como faixa oculta em algumas edições internacionais do álbum.