Musicalmente, …And Justice for All se distingue por sua ambição. As gravações se estenderam de janeiro a maio de 1988 nos estúdios One on One em Los Angeles. Inicialmente, Mike Clink foi considerado para a produção, mas a disponibilidade de Flemming Rasmussen fez com que ele voltasse a trabalhar com a banda. O processo de gravação envolveu uma abordagem meticulosa: a bateria foi gravada primeiro, seguida pelas guitarras e depois pelo baixo. James Hetfield se dedicou a escrever as letras durante esta etapa, concentrado em forjar um som potente. Uma característica notável da produção é a forma como o baixo de Newsted fica quase imperceptível na mixagem, um detalhe que a própria banda expressou o desejo de mudar. Músicas como "Blackened", com seu início explosivo, ou a épica "One", que narra a história de um soldado mutilado, são exemplos claros da intensidade e da narrativa que definem este álbum.
O impacto de …And Justice for All se refletiu em sua recepção. Foi indicado a um prêmio Grammy em 1989 na categoria de melhor performance de hard rock/metal, embora o prêmio tenha ido para Crest of a Knave de Jethro Tull. Apesar disso, o álbum vendeu milhões de cópias, obtendo múltiplos discos de platina nos Estados Unidos pela RIAA. A banda optou por lançar o álbum em dois vinis para preservar a qualidade do som, considerando que um único disco poderia ter afetado a fidelidade.