A história por trás
Ruido de magia, segundo o DoReSol
Ruído de magia começa com uma batida seca de bateria e uma guitarra que soa como se estivesse flutuando sobre o resto. Não é uma música que avança em linha reta: tem um ar de sonho, como se cada instrumento respirasse em seu próprio ritmo sem jamais perder a conexão. O baixo de Machi Rufino traça linhas que se entrelaçam com a voz de Luis Alberto Spinetta, enquanto a bateria de Pomo Lorenzo marca um compasso que parece mover-se em círculos. É uma daquelas canções que, uma vez que entram, não te soltam.
Gravada em 1976, Ruído de magia é a quinta faixa de El jardín de los presentes, o último disco de estúdio que Invisible lançou como quarteto. O álbum saiu quando a banda já vinha há anos explorando sons que misturavam rock, jazz e até toques de música clássica, mas aqui o resultado é mais etéreo do que nunca. Spinetta e Tomás Gubitsch montaram as bases no estúdio com equipamentos emprestados, e embora não buscassem sucesso comercial, a faixa acabou se destacando por sua atmosfera única. A revista Rolling Stone a colocou entre as 100 melhores do rock argentino, mas o que mais surpreende é como consegue soar ao mesmo tempo íntima e expansiva, como se cada nota estivesse prestes a se dissolver no ar.
Do álbum
El jardín de los presentes
Invisible · 1976 · Track 5
Dados
Créditos
Letra Luis Alberto Spinetta
Música Luis Alberto Spinetta