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El último concierto A

por Soda Stereo · Álbum El último concierto A

Lo que sangra (La cúpula)

Tom Dm Tempo 102 bpm Compasso 4/4 Duração 4:33
Capo 0
Tom Dm
Vel.
◫ Modo Cinema

A história por trás

Lo que sangra (La cúpula), segundo o DoReSol

Ao mergulhar em *Lo que sangra (La cúpula)*, você se depara com uma base rítmica que o prende imediatamente. O baixo, tocado de forma quase percussiva, se entrelaça com um riff de guitarra que o leva por um caminho muito marcado. É um som que tem muito de funk, e não é por acaso. Tanto Gustavo Cerati quanto Zeta Bosio vinham de experiências anteriores em bandas de disco music e soul no final dos anos 70 e início dos 80, e essa marca é claramente notada aqui, trazendo uma energia muito particular para a canção. A entrada de Carlos Alomar na guitarra principal adiciona mais uma camada, com um solo que realmente se destaca e um final que deixa uma marca. A voz de Cerati, além disso, tem um tratamento que lhe confere um ar de eco, somando à atmosfera geral.

Há várias leituras possíveis para a letra de *Lo que sangra (La cúpula)*. Uma das interpretações mais difundidas sugere que fala sobre o mundo da fama, essa "cúpula" à qual se acede por um caminho intrincado, mas onde o amor é o verdadeiro motor. São mencionados detalhes como os "vidros escuros de uma limusine", que evocam essa distância e opacidade do estrelato. Outra teoria, muito forte entre seus seguidores, a relaciona com o primeiro amor e a inocência, interpretando "la cúpula" como um jogo de palavras com "copular". Essa visão se alinha com outras letras de Soda Stereo que exploram a intimidade e os tabus.

Mas existe outra teoria, surgida em 1988, que conecta a canção a um trágico evento ocorrido um ano antes. Em 2 de maio de 1987, durante um show do Soda Stereo em San Nicolás de los Arroyos, houve um desabamento na discoteca "Highland Road" que causou vítimas. Diz-se que Gustavo Cerati canalizou a tristeza e a raiva por essa tragédia nesta letra. Os detalhes da canção parecem refletir a discoteca e o ambiente da época: a referência a "aquele lugar onde as estrelas explodem" poderia aludir à moda de se vestir como figuras de Hollywood para ir dançar, a "escada em espiral" existia no local, e os "vidros escuros" se assemelhariam aos espelhados da discoteca. A letra também fala de "fraude ao nosso redor", talvez referindo-se a irregularidades econômicas nos locais de dança, e de "é amor o que sangra" pelos jovens falecidos. A menção a uma "saída de emergência que nos salvará" é interpretada como irônica, dado que o local carecia de uma saída adequada, e diz-se que o pessoal de segurança permitiu a entrada de gente demais para a capacidade do edifício. A canção, que dura 4:37, foi lançada como parte do álbum *Doble vida* de 1988.

Do álbum

El último concierto A

El último concierto A

Soda Stereo · 1997 · Track 8

Dados

TomDm
Compasso4/4
Tempo102 BPM
Duração4:33
CompositorGustavo Cerati
ÁlbumEl último concierto A
Ano1997
ISRCARFSB0700918

Créditos

Música Gustavo Cerati

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