Acordes em preparação
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A história por trás
Hombre al agua, segundo o DoReSol
A canção Hombre al agua começa com um sussurro do mar que é cortado de repente, como se o próprio mar respirasse antes de soltar seu protagonista. O baixo entra com um groove que não larga, arrastando o ouvinte para aquela correnteza que leva o "homem ao mar", enquanto a bateria marca o compasso de uma viagem sem volta. O teclado desenha ondas que sobem e descem, e a guitarra se enreda nessa oscilação até que o refrão explode com um grito coletivo: todos sabem que algo está se afundando ou se salvando. A letra brinca com imagens de flutuar, de correntezas que carregam, de vozes que se agitam na distância. Não é só uma metáfora de deixar algo para trás — é o som daquele instante em que o corpo se lança ao vazio sem saber se vai tocar o fundo.
A versão original de Canción animal (1990) foi gravada pelo trio em Buenos Aires com equipamentos que já haviam usado em outros discos, mas aqui o som soa mais espesso, como se a mixagem tivesse sido cozida em fogo lento. Um ano depois, na Rex mix, a versão ao vivo do Gran Rex ganhou um tom mais agressivo: a bateria soa mais seca, como se o palco tivesse fechado os punhos. Em 1997, durante El Último Concierto, Cerati a reinventou novamente: começa com um "Aqua" que parece sair das profundezas, omite uma linha inteira e deixa os teclados carregarem o peso antes de a bateria reassumir o controle. Como solista, entre 1999-2000, ele a tocou na turnê de Bocanada, mais íntima mas igualmente urgente. Bahiano a regravou em 2008 para Nómade, e em 2008 a banda a resgatou para Me Verás Volver, dessa vez com um ar mais roqueiro. Dez anos depois, um remix apareceu em SEP7IMO DÍA como faixa 15, fechando um ciclo que nunca terminou de se molhar.
Do álbum
El último concierto A
Soda Stereo · 1997 · Track 3
Dados
Créditos
Letra Daniel Melero, Gustavo Cerati
Música Gustavo Cerati