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A história por trás
galopera, segundo o DoReSol
Se há uma canção que parece ter vida própria é Galopera. Não importa quem a cante nem em que idioma: o ritmo acelerado, aquela melodia grudenta e o ar de festa que traz consigo acabam se impondo. O que começou como um galope paraguaio se tornou um fenômeno que cruzou fronteiras, idiomas e décadas sem perder um pingo de sua energia. Não é só uma canção, mas uma ponte entre culturas, um tema que se reinventa toda vez que alguém o pega e o faz seu.
A história por trás de Galopera é tão curiosa quanto o seu som. O compositor Mauricio Cardozo Ocampo a escreveu em 1958, mas só foi quando o grupo Los Paraguayos a gravou naquele mesmo ano que o tema começou a ecoar. No entanto, a reviravolta verdadeira veio quando Donizeti a levou aos palcos: dizem que foi o primeiro a sustentar a nota final por dezesseis compassos, um detalhe que deu à interpretação um selo inconfundível. Mais tarde, Perla, a cantora paraguaia radicada no Brasil, imprimiu sua própria marca, e não muito depois, Chitãozinho & Xororó a incluíram em seu repertório, levando-a a outro patamar. Até mesmo em 2015, Bruno Sutter lhe deu uma guinada inesperada ao versá-la como heavy metal, demonstrando que sua essência resiste a qualquer transformação. E embora em 1957 o italiano Natalino Otto já tivesse gravado uma canção com o mesmo nome em italiano, a Galopera de Cardozo Ocampo manteve-se como um universo à parte, com versões em português, alemão e até em sertanejo que lhe deram ainda mais força.
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