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Músicas essenciais
1 álbum · 1959
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Biografia
Em sua casa em Los Angeles, só se permitia música religiosa, mas ele se esgueirava pelas ondas do rádio para ouvir Duke Ellington, cujo som se tornou sua primeira rebelião. Aprendeu a tocar trombone e depois violoncelo, mas o mundo do jazz não via com bons olhos um músico negro ousar com um instrumento “clássico”. Quando finalmente abraçou o contrabaixo, o fez com um instrumento alemão de 1927, um Roth que se tornou sua extensão. Não era apenas um luthier: era um cúmplice. Sua técnica, herdada em parte de anos de estudo com Herman Reinshagen — baixista principal da Filarmônica de Nova York —, lhe dava um controle sobre o arco e os harmônicos que poucos no jazz conseguiam igualar.
Mas Mingus não queria soar como um clássico: queria que o contrabaixo rugisse, chorasse, se rebelasse.Nos últimos anos, a doença o foi cercando, mas mesmo assim encontrou uma forma de continuar criando. Mudou-se para Cuernavaca para se tratar, e ali, entre a dor e a nostalgia, compôs algumas de suas páginas mais íntimas. Morreu em 1979, mas seu legado não se apagou: a Library of Congress guardou suas partituras, gravações e cartas como um tesouro do jazz, e hoje bandas como a Mingus Big Band mantêm vivo seu espírito em palcos de todo o mundo. Não é à toa que exista até um concurso para estudantes do ensino médio em seu nome: Mingus não queria que sua música ficasse presa em museus.
Queria que fosse tocada, discutida, vivida. Toda vez que alguém sobe ao palco com seus arranjos, está provando que, para Mingus, o jazz nunca foi um gênero. Foi uma forma de existir.
Dados
- Nacimiento
- 22 abr 1922
- País
- 🇺🇸 Estados Unidos
- Género
- Jazz
Prêmios e reconhecimentos
-
Grammy de Trajetória