10 música|s
Início · Álbuns · Paolo Conte · Paris milonga
1981
Sobre o álbum
Paris milonga, segundo o DoReSol
O salto definitivo veio com Via con me, uma de suas canções mais reconhecíveis, que depois reversionou ao vivo e em estúdio trocando o vibrafone por um sax no solo central. A faixa também marcou sua primeira incursão internacional: foi o primeiro disco de Conte a cruzar fronteiras. Outro destaque é Alle prese con una verde milonga, que dá nome ao álbum e cuja letra homenageia o argentino Atahualpa Yupanqui, último grande intérprete da milonga pampeana. Também se destacam Boogie —que três anos depois seria regravado por Ivano Fossati— e L'ultima donna, uma resposta “modesta”, segundo suas palavras, a La première fille de Georges Brassens. Pretend, por sua vez, rompe o molde: é a única em inglês do disco e quase inteiramente cantada por duas backing vocals.
A formação contou com músicos essenciais como Jimmy Villotti, com quem Conte manteve uma parceria musical por anos (inclusive dedicou-lhe a canção Jimmy, ballando), e o baterista Bruno Astesana, nascido em Villafalletto e integrante da Orchestra Sinfonica Nazionale da RAI. O som foi assinado por Antonio Rampotti, exceto em Via con me e Pretend, onde os engenheiros foram Danilo Girardi e Danilo Pennone. A capa, com uma modelo de cabeça raspada e seios à mostra em silhueta, é obra de Gianni Volpi, e sua imagem se repete no anverso e reverso do vinil, em preto e branco e colorido respectivamente. Todas as canções, escritas e arranjadas por Conte, foram lançadas sob o selo RCA Musica.