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A história por trás
Parigi, segundo o DoReSol
Paolo Conte leva o jazz e o swing a um tango sul-americano em Parigi, aquela canção que soa como Paris mas bate no ritmo de Turim. Gravada em dois estúdios distintos — o Format em Turim, onde Happy Ruggiero tocou o *eminent* nos trechos mais brincalhões, e os estúdios RCA em Roma — a faixa tem 3:11, mas deixa uma marca mais longa que um passeio pelos bulevares. Não é apenas uma música sobre uma cidade: é um cruzamento de climas, onde o piano de Conte se mistura com arranjos que parecem tirados de uma milonga parisiense, como se o Sena e o Pó tivessem combinado um encontro em uma pauta.
O disco Paris milonga, lançado em maio de 1981 pela RCA Italiana, marca o retorno de Conte ao estúdio Format após o hiato de Un gelato al limon (1979), onde havia trabalhado com Nanni Ricordi. Aqui, ele retoma a parceria com Lilli Greco, seu produtor dos primeiros tempos, e recupera aquele som que já despontava em suas gravações anteriores: o jazz e o swing, agora com um toque sul-americano que lhe dá um ar de nostalgia elegante. A canção em si não é uma faixa épica, mas nesses três minutos e onze segundos consegue algo raro: fazer uma cidade soar como um personagem, com suas luzes, suas sombras e aquele toque de sotaque italiano que Conte nunca abandonou, nem mesmo quando o francês lhe abriu as portas.
Do álbum
Paris milonga
Paolo Conte · 1981 · Track 9
Dados
Créditos
Letra Paolo Conte
Música Paolo Conte