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Head Hunters

por Herbie Hancock · Álbum Head Hunters

Vein Melter

Duração 9:10

Acordes em preparação

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Do álbum

Head Hunters

Head Hunters

Herbie Hancock · 1973 · Track 4

Dados

Duración9:10
ÁlbumHead Hunters
Año1973

A história por trás

Se você prestar atenção, Vein Melter não soa como qualquer faixa de Herbie Hancock. Não é um solo de jazz clássico nem um groove de funk comum: é uma peça que avança como um relato, onde cada nota parece contar uma cena. Começa com um ritmo que imita uma batida cardíaca, quase como um coração acelerado. Depois, irrompe um motivo curto e brincalhão, como se alguém tivesse encontrado algo que o faz sentir aliviado por um instante. Mas esse alívio dura pouco: de repente, tudo se quebra. O som fica áspero, desordenado, como se o corpo e a mente do personagem que ouvimos já não respondessem. Hancock não se detém no técnico; aqui, o piano, os sopros e a percussão se misturam para mostrar a queda, o momento em que a euforia se transforma em caos. E no meio daquele turbilhão, há um instante de beleza pura, quase como um lampejo de clareza, antes que tudo volte a escurecer. A canção não termina com um encerramento triunfal, mas com a batida que se normaliza, deixando claro que a experiência não deixou nada para trás.

Gravou-se à noite em dois estúdios de São Francisco: Wally Heider Studios e Different Fur Trading Co.. Hancock formou a equipe com músicos que já conhecia de sua fase anterior, como Bennie Maupin, mas também incluiu novos rostos: Paul Jackson no baixo, Bill Summers na percussão e Harvey Mason na bateria. Juntos, em outubro de 1973, terminaram um disco que mudaria sua carreira: Head Hunters. O álbum não buscava soar como um experimento de estúdio, mas como uma banda tocando ao vivo, com todos os instrumentos no mesmo espaço. Vein Melter tem quase dez minutos de duração, tempo suficiente para que a história se desenvolva sem pressa. O produtor David Rubinson ajudou a capturar aquele som cru, onde erros e acertos conviviam na mesma tomada. Não era música para analisar friamente: era para ser sentida, mesmo quando deixava uma sensação desconfortável.