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Non‐Stop Erotic Cabaret

por Soft Cell · Álbum Non‐Stop Erotic Cabaret

Tainted Love

Tom Gm Tempo 143 bpm Compasso 4/4
Capo 0
Tom Gm
Vel.
◫ Modo Cinema

A história por trás

Tainted Love, segundo o DoReSol

A primeira vez que ouvi Tainted Love na versão de Soft Cell, não entendi por que soava tão diferente de tudo o mais. Não era só o ritmo, mas aquela mistura de urgência e frieza na voz de Marc Almond, como se o amor partido fosse cantado de um lugar onde as emoções já não importavam. O tema original de Gloria Jones em 1964 soava como um soul clássico, com guitarras limpas e coros que subiam como um hino, mas quando Mike Thorne o gravou com Soft Cell em 1981, o som tornou-se áspero e mecânico, como um relógio descompassado. O mais curioso é que a versão que todos conhecemos foi feita em menos de dois dias: Almond cantou em uma única tomada e ficou registrada tal qual, sem retoques. Até o produtor ficou surpreso, pois na primeira audição da canção de Jones não havia gostado, mas ao ver como a transformavam, entendeu que havia algo novo ali.

O tema já tinha uma história antes de chegar até eles. Ed Cobb, seu compositor, escreveu-o nos anos 60 para The Four Preps, mas acabou nas mãos de Gloria Jones como lado B de um single que ninguém ouviu. Décadas depois, nos anos 70, a canção ressurgiu no circuito *Northern soul* britânico, onde os DJs a tocavam em velocidade frenética entre mixagens de vinil gasto. Soft Cell a descobriu ali, mas em vez de copiar o estilo eufórico de Jones ou de Ruth Swann (que a havia regravado em 1975), deram-lhe um tom sombrio: o sintetizador de David Ball soava como um batimento doentio, e a letra, que fala de um amor que apodrece, ganhou sentido no meio da era *new wave*, quando o pop eletrônico começava a soar como um aviso. Quando a lançaram, a gravadora os alertou que seria seu último disco se não vendesse, mas em julho de 1981 o tema estourou no Reino Unido e depois em mais 17 países. Nos Estados Unidos demorou a decolar, mas assim que entrou na Billboard Hot 100, permaneceu por 43 semanas — algo recorde na época. Até hoje, quando a ouvimos em uma lista de sucessos dos anos 80, continua sendo aquela canção que não soa como nostalgia, mas como algo que sempre esteve ali, espreitando.

Do álbum

Non‐Stop Erotic Cabaret

Non‐Stop Erotic Cabaret

Soft Cell

Dados

TomGm
Compasso4/4
Tempo143 BPM
CompositorEd Cobb
ÁlbumNon‐Stop Erotic Cabaret

Créditos

Letra Ed Cobb

Música Ed Cobb

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