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Roots

por Sepultura · Álbum Roots

Roots Bloody Roots

Tom C Tempo 120 bpm Compasso 4/4 Duração 3:32
Capo 0
Tom C
Vel.
◫ Modo Cinema

A história por trás

Roots Bloody Roots, segundo o DoReSol

Quando Roots Bloody Roots irrompeu em 1996, não foi apenas um golpe seco nos alto-falantes: foi como se alguém tivesse conectado um amplificador diretamente à terra que os brasileiros pisavam. O riff principal não soa como metal convencional; pulsa com uma cadência tribal que se crava no peito, como um chamado ancestral. Não é coincidência que o vídeo — filmado entre catacumbas de Salvador, onde se traficava com seres humanos — mostre a banda cercada por percussionistas do Timbalada e capoeiristas: a canção não apenas é tocada, é sentida no corpo, como um ritual. Até a capa do single, com aquele disco vermelho e aquele logo de espinhos, parece esculpida à mão em alguma oficina perdida de Belo Horizonte.

As gravações no Indigo Ranch, na Califórnia, entre outubro e dezembro de 1995, foram um experimento controlado: o produtor Ross Robinson buscava capturar a essência crua do álbum Roots, e terminou com um som que cheirava a barro, a suor e a madeira queimada. Os créditos de mixagem incluem Andy Wallace, mas quem realmente moldou o groove foi o engenheiro Chuck Johnson, que deixou cada batida de bateria de Igor Cavalera respirar sem limpá-la demais. O resultado é uma canção que não pede licença para entrar: dura 3 minutos e 32 segundos, mas nesse tempo cabem séculos de história brasileira, do Candomblé aos templos católicos que aparecem no vídeo. Até o prêmio Kerrang de "Video of the Year" em 1996 parece um detalhe menor diante de algo que, décadas depois, continua sendo a trilha sonora dos shows que terminam em êxtase.

Do álbum

Roots

Roots

Sepultura · 1996 · Track 1

Dados

TomC
Compasso4/4
Tempo120 BPM
Duração3:32
CompositorSepultura
ÁlbumRoots
Ano1996

Créditos

Letra Max Cavalera

Música Sepultura

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