A história por trás
Ao mergulhar em Revolution 9, você se depara com uma peça sonora que rompe com todas as expectativas. Não é uma canção no sentido tradicional; é mais uma exploração de sons, uma espécie de colagem auditiva que se estende por mais de oito minutos, tornando-se a faixa mais longa que The Beatles lançaram oficialmente. Sua origem está ligada a uma versão estendida da canção Revolution, mas a partir daí foram adicionados fragmentos vocais, loops de fita, efeitos e trechos musicais. A influência de pioneiros da música concreta como Karlheinz Stockhausen, Edgard Varèse, Luigi Nono e John Cage é palpável, tudo manipulado através de técnicas de edição e mixagem que brincavam com o paneamento estéreo e os fundidos.
Esta peça experimental viu a luz em 1968, fazendo parte do álbum duplo conhecido popularmente como o Álbum Branco. O engenheiro de gravação foi Geoff Emerick e o produtor, George Martin, que trabalharam em um contexto onde a banda explorava uma gama muito ampla de gêneros. Embora o álbum em si fosse caracterizado por seu estilo fragmentado, Revolution 9 se destaca como um ponto culminante dessa experimentação, uma jornada sonora que convidava a uma audição ativa e diferente.