A história por trás
Popstar, segundo o DoReSol
Esta canção de Lali tem um gancho que salta desde o primeiro segundo: um riff curto e grudento que se repete como uma batida, mas com uma reviravolta inesperada no minuto 0:45. Não é um loop tradicional, mas algo mais orgânico, como se o som se movesse entre o pop rock e o electropop sem se fixar. A voz de Lali brinca com camadas de distorção nos versos e se destaca limpa no refrão, algo incomum em sua discografia anterior. A letra, em inglês, soa mais direta do que em suas músicas em espanhol, como se buscasse um código universal para o que vem depois: uma celebração da fama com um toque de advertência.
Gravada em abril de 2025 nos estúdios da Sony Music Argentina, o processo não foi o típico de um álbum pop. Lali e sua equipe — Martín, Mauro De Tommaso e Barreto — construíram as bases em sessões improvisadas, misturando guitarras com sintetizadores analógicos. O resultado é um disco que não soa como seus trabalhos anteriores: aqui, o rock e o punk se infiltram entre as batidas eletrônicas, e Popstar é o exemplo mais claro. A canção dura apenas 1:08, mas nesse tempo consegue algo raro: ser curta sem perder intensidade. Não é um tema de preenchimento, mas um avanço do que está por vir no álbum No Vayas a Atender Cuando el Demonio Llama, onde o som se torna mais experimental.
Do álbum
No vayas a atender cuando el demonio llama
Lali · 2025 · Track 1
Dados