A história por trás
No me importa, segundo o DoReSol
O título já diz tudo: No me importa é um grito de rebeldia envolto em distorção. A canção irrompe com um riff de guitarra que corta como uma faca sobre um ritmo que oscila entre o pop punk e o rock mais sujo, aquele som que Lali vem buscando há anos. Não é apenas mais uma faixa de sua discografia: é a confirmação de que, quando quer, ela pode desmontar qualquer fórmula e criar algo que soa como um desafio. A letra, direta e sem filtros, funciona como um manifesto onde cada palavra pesa mais do que o resto do álbum. E aquele “no me importa” que ela repete como um mantra não é coincidência: nasceu de um meme, de um vídeo vazado em seu aniversário, e acabou se tornando o nome da canção.
A artista abraçou sem pudores, como se soubesse que aquela frase resumia melhor do que qualquer promo o que estava por vir. A gravação de No me importa não foi um processo comum. Lali a escreveu ao lado de Martín D'Agosto, Mauro De Tommaso e BB Asul, mas o verdadeiro trabalho de oficina aconteceu em Buenos Aires, onde De Tommaso e Don Barreto — que também tocaram guitarras, baixo e teclados — deram aquele ar cru que a diferencia. A faixa vazou antes do tempo quando um trecho da comemoração de seus 33 anos viralizou, e ela usou isso para anunciar o lançamento com uma campanha de rua: um passeio de carro pela cidade com megafone na mão e uma camiseta que já adiantava a mensagem (“Nunca fui o que eles queriam de mim”).
O single saiu em 26 de novembro de 2024, mas o álbum em que aparece — No vayas a atender cuando el demonio llama — chegou meses depois, em abril de 2025, como um quebra-cabeça onde o rock, o pop rock e até toques de electropop se misturam sem pedir licença. Duração exata: dois minutos e trinta e três segundos de energia pura, masterizada por Dave Kutch e mixada por Lewis Pickett. O que começou como fofoca na internet terminou sendo uma daquelas canções que não precisam de explicação.
Do álbum
No vayas a atender cuando el demonio llama
Lali · 2025 · Track 3
Dados