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La grasa de las capitales

por Serú Girán · Álbum La grasa de las capitales

Paranoia y soledad

Duração 6:42

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Do álbum

La grasa de las capitales

La grasa de las capitales

Serú Girán · 1979

Dados

Duración6:47
ÁlbumLa grasa de las capitales
Año1979
ISRCARXP71900059

A história por trás

A primeira vez que ouvi «Paranoia e Solidão», fiquei fascinado pelo riff de guitarra que abre a canção. Não é uma música que comece suavemente nem com um gancho melódico óbvio, mas sim com uma batida seca do baixo e da bateria que marca o ritmo desde o primeiro segundo. A voz de Serú Girán entra quase como um sussurro, mas com uma tensão que se mantém ao longo dos seis minutos seguintes. Há algo nessa mistura de inquietação e groove que lembra aqueles momentos em que a música parece respirar exatamente onde deveria haver silêncio. A faixa não se limita ao instrumental: a letra avança como um monólogo que se enreda em si mesmo, como se cada verso fosse mais um passo em direção a um lugar de onde não há regresso. Gravada num momento crucial para a banda, esta canção surgiu quando os Serú Girán deixaram para trás os arranjos orquestrais do seu primeiro álbum e se lançaram para um som mais direto. O álbum *La grasa de las capitales* foi lançado em agosto de 1979, e a canção tornou-se uma das mais memoráveis desse disco, que a revista *Rolling Stone Argentina* classificou, anos mais tarde, no 17.º lugar dos melhores álbuns do rock nacional. Com os seus seis minutos e meio de duração, «Paranoia e solidão» não pretende ser um sucesso comercial no sentido habitual, mas sim algo que se sustenta pela sua própria força: uma canção que soa a confissão em gritos contidos e que, no final, deixa a sensação de ter ouvido uma história completa numa única viagem.