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A história por trás
Paint It, Black, segundo o DoReSol
Na primeira vez que você ouve *Paint It, Black*, chama a atenção essa sonoridade que se afasta do que vinham fazendo. Não é apenas a guitarra, mas a presença do sitar, um instrumento que lhe confere um ar quase hipnótico, com influências que parecem vir da Índia, do Oriente Médio e até do Leste Europeu. A letra, por sua vez, mergulha na tristeza e na perda, um tom sombrio que contrasta com a energia habitual da banda.
Esta canção, nascida da colaboração entre Mick Jagger e Keith Richards, surgiu a partir de ideias que Brian Jones explorava com o sitar. O interessante é que, embora apenas Jagger e Richards figurem como compositores, os cinco membros da banda contribuíram para a versão final. A gravação, que ocorreu entre 6 e 9 de março de 1966 nos estúdios RCA em Hollywood, Califórnia, distinguiu-se pela incorporação de instrumentos pouco comuns para a época em um single de rock, como o sitar, um órgão Hammond e castanholas. Este tipo de experimentação sonora também se refletiu em outras canções do álbum *Aftermath*. *Paint It, Black* foi lançada como single em maio de 1966 nos Estados Unidos pela London Records e no Reino Unido pela Decca Records. Meses depois, foi incluída como faixa de abertura na edição americana de *Aftermath*, embora não tenha feito parte do lançamento original no Reino Unido. A canção foi um sucesso retumbante, alcançando o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Em 2018, foi incorporada ao Grammy Hall of Fame.
Dados
Créditos
Música Keith Richards, Mick Jagger