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Live at the Regal

por B.B. King · Álbum Live at the Regal

How Blue Can You Get?

Duração 3:35

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Do álbum

Live at the Regal

Live at the Regal

B.B. King · 1965 · Track 4

Dados

Duración5:12
ÁlbumLive at the Regal
Año1965
ISRCUSMC17147484

A história por trás

Esta canção não se limita a ser mais um tema de blues na carreira de B.B. King. Sua essência está em como transforma uma letra que parece um reclame cotidiano em um momento de puro teatro musical. A estrutura de doze compassos clássica do gênero aqui é carregada de sarcasmo: cada verso acumula detalhes absurdos ("te comprei um Ford e pediste um Cadillac", "te dei um penthouse e chamaste de choupana") enquanto a guitarra de King responde com aqueles solos cortantes que parecem se cravar no ar. Não é só blues, é blues com punchlines que se sentem como golpes secos, e essa mistura de ironia e dor é o que a torna inesquecível ao vivo.

A versão que todos conhecemos nasceu em 1964 como single, mas sua história começa antes. Em 1949, Johnny Moore's Three Blazers a gravaram pela primeira vez com um piano que soa como um sussurro e um baixo que arrasta cada nota. Em 1951, Louis Jordan lhe deu um giro com metais que a aproximaram do jump blues. Quando King a retomou em 1963 para seu álbum Blues in My Heart, a intitulou "Downhearted", mas no ano seguinte a rebatizou e a lançou como How Blue Can You Get?. Aqui, o arranjo foi simplificado para que o foco recaísse em sua voz — agora com um corte que não tinha antes — e naquela seção de tempo morto em que a banda se cala e ele cospe a letra como se fosse um sermão. Alcançou a posição 97 na Billboard Hot 100 em 1964, mas seu verdadeiro triunfo foi permanecer no repertório de King por décadas, convertida em um número que sempre começa com aquele aviso: "prestem atenção à letra, não tanto ao meu canto". Até o cinema a adotou: em 1998, King a tocou como parte dos Louisiana Gator Boys em Blues Brothers 2000, cercado de lendas como Eric Clapton e Bo Diddley. E se alguém duvida de seu poder, basta lembrar que em 1996 um sample de sua frase "estou desanimado desde o dia em que nos conhecemos" se infiltrou no sucesso Standing Outside a Broken Phone Booth with Money in My Hand dos Primitive Radio Gods, demonstrando que até um fragmento desta canção pode ser um gancho irresistível.