Início · Músicas · Andrés Calamaro · El tercio de los sueños
A história por trás
El tercio de los sueños, segundo o DoReSol
A canção «El tercio de los sueños» soa como um sussurro que se entrelaça no ar, como se alguém tivesse pegado num fragmento de uma conversa noturna e o tivesse transformado numa melodia. Não é uma canção que cause impacto à primeira audição, mas que se infiltra com aquela mistura de nostalgia e desenvoltura que costuma ser a marca registada de Andrés Calamaro. A letra, breve mas densa, brinca com imagens que parecem tiradas de um sonho — ou de uma memória difusa — onde o quotidiano e o surreal se misturam sem aviso prévio. O ritmo, por sua vez, avança com uma cadência que não procura impor, mas sim convidar, como se cada acorde fosse mais um passo num caminho que já conhecemos sem nunca o termos percorrido antes.
Gravada em 1997 para o álbum «Alta suciedad», esta faixa foi uma das primeiras canções novas que Calamaro compôs depois de deixar os Los Rodríguez. O álbum, produzido por Joe Blaney nos Estados Unidos com músicos anglo-saxónicos, acabou por vender mais de 700 mil exemplares e tornou-se o segundo álbum mais vendido do rock argentino. «El tercio de los sueños» não foi um single de destaque, mas a sua atmosfera única — entre o melancólico e o brincalhão — acabou por conquistar um lugar entre as faixas mais memoráveis desse trabalho. A revista Rolling Stone incluiu-o entre os 100 melhores álbuns do rock argentino e, anos mais tarde, numa lista dos 250 álbuns essenciais do rock ibero-americano, «Alta suciedad» ocupou o 20.º lugar.
Do álbum
Alta suciedad
Andrés Calamaro · 1997 · Track 8
Dados
Créditos
Música Andrés Calamaro