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Os afro-sambas

por Baden Powell · Álbum Os afro-sambas

Canto de Ossanha

Tom Cm Tempo 162 bpm Compasso 4/4 Duração 4:15
Capo 0
Tom Cm
Vel.
◫ Modo Cinema

A história por trás

Canto de Ossanha, segundo o DoReSol

A canção Canto de Ossanha, nascida da pena de Vinicius de Moraes e da música de Baden Powell no início de 1966, ergue-se como um pilar do sincretismo cultural entre África e Brasil, com especial ressonância na Bahia. Este afro-samba, reconhecido como o mais difundido e versionado mundialmente, foi concebido a partir da fascinação de Baden Powell por gravações de cantos de candomblé e sambas de roda. Sua imersão nesses estilos durante uma visita à Bahia enriqueceu a composição, que também incorporou elementos clássicos em seus arranjos, como um duo de saxofones dialogando com a base rítmica, cortesia de Guerra Peixe. A canção ocupa o nono lugar na lista das 100 maiores músicas brasileiras segundo a Rolling Stone Brasil.

No contexto do candomblé, Ossanha é uma figura central, possuidor da energia mágica das plantas, o axé. Essa relevância explica por que Canto de Ossanha abre Os Afro-Sambas, o terceiro álbum fruto da colaboração entre Baden Powell e Vinicius de Moraes. A letra de Vinicius de Moraes brinca com frases simples que ganham camadas de significado ao se entrelaçarem, explorando a dialética entre afirmação e negação para refletir a complexidade e transformação constante da vida. A mitologia iorubá acrescenta outra dimensão, narrando uma rivalidade entre Ossanha e Xangô, que se reflete na trama da canção e na sequência do álbum, onde Canto de Ossanha dá lugar a Canto de Xangô. A gravação contou com a produção de Joachim-Ernst Berendt e Wadi Gebara Netto.

Do álbum

Os afro-sambas

Os afro-sambas

Baden Powell · 1966 · Track 2

Dados

TomCm
Compasso4/4
Tempo162 BPM
Duração4:15
ÁlbumOs afro-sambas
Ano1966
0:00
0:00