Acordes em preparação
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A história por trás
Camino y vereda, segundo o DoReSol
Camino y vereda é uma daquelas canções que não soam como as demais do rock mexicano. O tema começa com um ar entre folk e psicodelia, mas no minuto um já se nota que há algo que não encaixa: o baixo e a bateria se movem em um compasso que não é o típico 4/4, fluindo com uma liberdade que lembra os ritmos ouvidos nos mercados de Naucalpan. Não é um detalhe menor: esse pequeno desajuste rítmico dá ao tema um sabor de caminho aberto, como se a canção mesma estivesse caminhando sem pressa, mas sem pausa.
O disco Cuatro Caminos, lançado em julho de 2003, foi o primeiro de Café Tacvba em que deixaram os sintetizadores de lado e gravaram com instrumentos reais. Gustavo Santaolalla, Dave Fridmann, Aníbal Kerpel e Andrew Weiss se revezaram na produção, mas o resultado soa como se fosse uma só mão guiando cada nota. A gravação, que durou pouco mais de quatro minutos, tem aquele ar de oficina ao vivo: os arranjos se sentem orgânicos, como se cada músico tivesse entrado para tocar sem saber exatamente como terminaria a peça. E, no entanto, tudo se encaixa. O uso do pseudônimo de Rubén Albarrán como Élfego Buendía nos créditos também contribui para a atmosfera: uma referência àquele México que se esconde por trás dos nomes e dos sons.
Do álbum
Cuatro caminos
Café Tacvba · 2003 · Track 5
Dados