A história por trás
Barabba, segundo o DoReSol
Barabba soa como uma viagem onde o ritmo e a reflexão se entrelaçam sem avisar. A canção avança com uma base que mistura percussões marcadas e um groove que não para quieto, como se o baixo e a bateria estivessem brincando de adiantar e recuar sem perder o compasso. Há um momento em que a melodia se abre e deixa espaço para que a voz de Jovanotti se mova entre o narrativo e o poético, com aquela cadência que lhe sai natural quando fala de histórias grandes. Não é um tema que fique na superfície: cada estrofe parece querer contar algo mais, como se a letra fosse uma ponte entre o cotidiano e o universal.
Jovanotti vinha se movendo entre o rap, o funk e até toques clássicos, mas em Barabba deixou que essas influências se misturassem de forma orgânica. Gravou a canção em 1998, justamente quando seu som começava a tomar um rumo mais pessoal, afastado dos teclados dos anos 80 que o haviam acompanhado no início. O tema faz parte de um álbum onde as letras ganharam peso, deixando para trás o puro jogo rítmico para adentrar em assuntos que vão do social ao existencial. Não é raro encontrar em seus discos versões ao vivo de clássicos como Rapper's Delight de Sugarhill Gang, uma homenagem às suas raízes que convive com arranjos mais elaborados. Até participou de projetos como *Red Hot + Rhapsody*, uma homenagem a George Gershwin, onde demonstrou que sua voz podia se adaptar a terrenos inesperados.
Do álbum
Lorenzo 1994
Jovanotti · 1994 · Track 14
Dados