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Músicas essenciais
1 álbum · 1975
Discografia completa
Dados, prêmios, membros e mais
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Biografia
Antes de se tornar lenda, era um menino de Cheraw que aprendeu piano aos quatro anos e trompete aos doze, porque seu pai —líder de uma banda local— deixava instrumentos espalhados pela casa. Aos dezessete, após ganhar uma bolsa para o Laurinburg Institute, já sonhava em soar como Roy Eldridge. Seu primeiro trabalho profissional veio em 1935 com a Frank Fairfax Orchestra, mas foi na banda de Teddy Hill que gravou seu primeiro disco, “King Porter Stomp”. Foi também lá que conheceu Lorraine Willis, uma dançarina que a princípio o ignorou, mas que acabou se tornando sua esposa e parceira por mais de meio século. Sua passagem pela orquestra de Cab Calloway terminou em briga —incluindo um incidente com uma faca e acusações de ter jogado um *spitball*— e em 1941 foi demitido. Mas no meio do caos, Gillespie já escrevia arranjos para Woody Herman e Jimmy Dorsey, e em 1942 tocou com a orquestra de Ella Fitzgerald. Em 1943, já estava na banda de Earl Hines, onde o compositor Gunther Schuller recordaria anos depois ter ouvido pela primeira vez os acordes “planos” e as substituições harmônicas que depois definiriam o bop. O curioso é que essa banda nunca gravou: o futuro já estava no ar, mas ninguém sabia disso ainda.
Em 1993, quando Gillespie morreu, o jazz já tentava há décadas alcançar seu nível de loucura organizada. Deixou para trás não só uma dúzia de Grammy Awards, mas uma legião de trompetistas —de Miles Davis a Arturo Sandoval— que tentaram, sem sucesso, copiar seu som. Porque Dizzy não era reproduzível: era daquele tipo de músico que, ao soprar sua trompeta, não só fazia música, como lembrava que a arte pode ser um desastre brilhante.
Dados
- Nacimiento
- 21 oct 1917
- País
- 🇺🇸 Estados Unidos
- Género
- afro-cuban jazz
Prêmios e reconhecimentos
-
Grammy de Trajetória