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🇵🇷 Porto Rico · 2013–presente

Bad Bunny

Bad Bunny não chegou à cena musical com um som convencional, mas com uma voz grave que se fixou no reggaeton e no trap desde o primeiro momento. Seu estilo não para quieto: mistura ritmos caribenhos com bases eletrônicas, letras que vão do cru ao poético, e até incursões no pop ou no rock. Não é um artista que se encaixa em uma única categoria, mas sim aquele que usa cada canção como um experimento onde a produção e a voz são ferramentas para contar histórias sem filtros. O que mais surpreende ao ouvi-lo é como equilibra o massivo com o pessoal, como se cada faixa fosse uma mensagem direta a quem o segue.

Sua ascensão à fama não foi gradual, mas quase instantânea. Em 2016, enquanto ainda trabalhava empacotando produtos em um supermercado e estudava na universidade, publicou no SoundCloud uma música chamada Soy peor, que acabou sendo seu passaporte para o mundo. No ano seguinte, duas colaborações o alçaram ao estrelato: I Like It, com Cardi B e Drake — que chegou ao primeiro lugar na Billboard Hot 100 — e Mía, onde sua voz grave se misturou ao flow de Drake em um tema que soava como um hino. Esse momento marcou um antes e depois: deixou de ser um nome na cena underground para se tornar um fenômeno que quebrava barreiras entre gêneros e fronteiras.

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1 álbum · 2025

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Biografia

Com X 100pre (2018), seu álbum de estreia, demonstrou que podia ser tanto um artista de nicho quanto uma referência global. O disco, gravado em estúdios improvisados e com equipamentos emprestados, ganhou o Grammy Latino de melhor álbum urbano e entrou na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos segundo a Rolling Stone. Mas onde realmente mostrou sua versatilidade foi em Oasis (2019), sua colaboração com J Balvin: um álbum que flui entre o reggaeton mais clássico e o trap mais moderno, com faixas como Qué pretendes e La canción que se tornaram inevitáveis nas playlists. Depois veio YHLQMDLG (2020), um disco lançado sem aviso e repleto de canções como Yo perreo sola e Chambea, onde a produção de Tainy e sua assinatura como compositor se destacam em cada faixa.

Em 2022, Un verano sin ti o consolidou como um fenômeno que vai além da música. O álbum estreou em primeiro lugar na Billboard 200 — algo incomum para um artista que canta em espanhol — e se tornou um sucesso tanto em vendas quanto em streams. Mas além dos números, o interessante é como cada canção parece pensada para soar em qualquer contexto: do trap mais sombrio às baladas que se sentem como confissões. Sua turnê El último tour del mundo foi um reflexo disso: cenários que mudavam de forma, colaborações inesperadas e uma conexão com o público raramente vista em artistas de sua escala.

Em 2023, com Nadie sabe lo que va a pasar mañana, explorou um som mais futurista, como se quisesse mostrar como sua música soaria dentro de uma década. O álbum, lançado em uma sexta-feira 13, foi sua declaração de intenções: continuar sendo Bad Bunny, mas com a liberdade de se reinventar sem perder sua essência. E em 2024, sua residência no Choliseo de San Juan — onde montou uma casa no palco e recebeu convidados como Rauw Alejandro ou Myke Towers — foi a prova de que, para ele, a música não é apenas um produto, mas uma experiência ao vivo que vale a pena viver.

Dados

Nascimento
10 mar 1994
País
🇵🇷 Porto Rico
Gênero
Hip hop

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy
  • Latin Grammy
  • MTV Video Music Award

Selos discográficos

Rimas

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