O álbum, que tem uma duração aproximada de 41 minutos, destaca-se por canções como Warning, que dá título ao disco, e Minority. Este último tema, em particular, tornou-se um ponto de referência pela sua energia e mensagem. Billie Joe Armstrong, o vocalista e guitarrista, inspirou-se muito na experimentação musical e nas letras de consciência social de Bringing It All Back Home de Bob Dylan, de 1965. Apesar de o disco apresentar uma mudança estilística que gerou opiniões divididas, a crítica reconheceu a qualidade da composição de Armstrong. Embora tenha alcançado o quarto lugar no Billboard 200 dos Estados Unidos, Warning representou uma baixa nas vendas comerciais para Green Day em comparação com seus trabalhos anteriores em gravadoras importantes. Estima-se que tenha vendido mais de 1.2 milhão de cópias nos Estados Unidos e 3.5 milhões a nível mundial.
A banda havia passado por um período de descanso após a promoção de Insomniac (1995) e depois embarcou em uma turnê para Nimrod que incluiu shows mais íntimos. Quando Warning estava sendo preparado, o panorama musical mainstream havia mudado, dando lugar a gêneros como o nu metal. Inicialmente, Green Day considerou trabalhar com Scott Litt, conhecido por seu trabalho com bandas como Nirvana e R.E.M., mas a química não foi a esperada. Finalmente, voltaram com Rob Cavallo, mas desta vez a banda assumiu a maior parte das tarefas de produção. O som de Warning, com sua mistura de pop-punk, power pop e folk punk, demonstrou a capacidade do grupo de explorar novas facetas, incorporando detalhes como uma gaita com ares de The Beatles em "Hold On" ou influências de music hall de The Kinks em "Misery", sem deixar de lado sua essência enérgica e melódica.