O caminho de Let It Be foi um tanto tortuoso. Em abril de 1969, saiu o single "Get Back" com "Don't Let Me Down". Em seguida, o engenheiro Glyn Johns preparou uma versão do álbum, que seria chamado Get Back, mas a banda a rejeitou. O material ficou em espera enquanto gravavam Abbey Road. Foi em janeiro de 1970, após a saída de John Lennon, que foram completadas faixas como "Let It Be" e "I Me Mine", esta última com a produção de George Martin. Quando a ideia do filme documentário foi retomada, Lennon e Harrison convocaram o produtor Phil Spector para montar o álbum. Spector tomou decisões como incorporar uma gravação de 1968 de "Across the Universe" e adicionar arranjos orquestrais e corais a várias canções, algo que não convenceu Paul McCartney, especialmente em "The Long and Winding Road".
Apesar das complicações em sua gestação, Let It Be alcançou os primeiros lugares nas paradas de vários países. Em 2003, McCartney impulsionou Let It Be... Naked, uma versão sem os acréscimos de Spector e com uma ordem de faixas diferente. E em 2021, foi lançada uma edição ampliada e remixada, coincidindo com a série documental The Beatles: Get Back, que revisitou as sessões de janeiro de 1969 e o concerto na azulejo. O álbum, lançado oficialmente em 8 de maio de 1970, é lembrado como o último disco de estúdio dos Beatles.