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Cabeça Dinossauro 1986
Álbum · por Titãs ↗ Ver artista

Cabeça Dinossauro

Este Cabeça Dinossauro, lançado em junho de 1986, marcou um ponto de virada para os Titãs. Deixou para trás o som mais próximo do pop rock de seus trabalhos anteriores para mergulhar em influências mais cruas, com toques de punk rock, dance-punk e até o estilo 2 Tone. A produção de Liminha foi fundamental nessa transformação, conferindo ao álbum uma unidade sonora mais pesada e definida. A estética visual também deu um giro, inspirando-se em desenhos de Leonardo Da Vinci, como "A expressão de um homem gritando" e "Cabeça grotesca", que estamparam a capa e a contracapa respectivamente. Este disco não foi apenas o terceiro de estúdio da banda, mas também conquistou seu primeiro disco de ouro em dezembro do mesmo ano.

Ano
1986
Músicas
13
Duração
38 min 38 seg
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Sobre o álbum

Cabeça Dinossauro, segundo o DoReSol

O contexto de 1985, com a prisão de Arnaldo Antunes e Tony Bellotto, parece ter impulsionado a banda a buscar uma identidade sonora mais contundente. As letras de Cabeça Dinossauro não poupam críticas, abordando com acidez pilares da sociedade. Temos críticas à polícia em "Polícia" de Tony Bellotto, à Igreja Católica em "Igreja" de Nando Reis, e à falta de liberdade de expressão em "Estado Violência", onde o baterista Charles Gavin colaborou como compositor pela primeira vez. Há também espaço para questionar o sistema capitalista em "Homem Primata" e os impostos em "Dívidas". Surpreende a inclusão de "Família", que se aventura no reggae, e temas como "O Quê?" e "Bichos Escrotos" que exploram o funk. A canção "Bichos Escrotos", que a banda tocava desde 1982, teve que driblar a censura por uma frase forte, mas ainda assim conseguiu ressoar. Das treze faixas, onze tocaram nas rádios, com "A Face do Destruidor" e "Dívidas" como as exceções.

A relevância de Cabeça Dinossauro se manteve ao longo do tempo. Em 1997, a revista Bizz o reconheceu como o melhor álbum de pop rock brasileiro. Mais tarde, em 2007, a versão brasileira da Rolling Stone o colocou entre os álbuns mais significativos da música do Brasil.