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Back to Black 2006
Álbum · por Amy Winehouse ↗ Ver artista

Back to Black

Back to Black soa como um disco gravado entre duas cidades, dois estados de espírito e dois produtores que souberam ouvir o que Amy Winehouse trazia dentro de si. Entre 2005 e 2006, a artista transitou dos estúdios Instrumental Zoo em Miami —onde trabalhou com Salaam Remi— para os espaços mais crus de Nova York, onde Mark Ronson e a banda The Dap-Kings deram ao material aquele ar de soul dos anos 60 com toques modernos de R&B e neo-soul. O resultado não foi um disco de estúdio polido ao milímetro, mas um conjunto de canções que respiram vida em cada nota, como se a dor e a raiva de suas letras tivessem saído diretamente de seu peito.

Ano
2006
Músicas
11
Duração
34 min 56 seg
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11 música|s

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# Título Disponível

Sobre o álbum

Back to Black, segundo o DoReSol

A sombra de seu relacionamento com Blake Fielder-Civil é longa neste álbum. Músicas como Back to Black ou Rehab não são apenas sucessos comerciais, mas confissões em tempo real. Back to Black, por exemplo, foi escrita em uma noite de hotel após uma briga, e o riff de guitarra que a sustenta parece tirado de um disco de girl groups dos anos 60, mas com um groove que só ela poderia imprimir. Rehab, por sua vez, tornou-se um hino instantâneo: uma resposta direta a quem questionava seu estilo de vida, mas também um olhar irônico para sua própria vulnerabilidade. Os críticos não demoraram a destacar sua voz rouca e cheia de matizes, além do trabalho de Ronson e Remi, que conseguiram capturar aquele som vintage sem cair na paródia.

O disco vendeu mais de 20 milhões de cópias no mundo e figurou nas listas de mais ouvidos no Reino Unido, onde se tornou o segundo álbum mais vendido do século XXI. Nos Grammy Awards 2008, Back to Black levou o prêmio de Best Pop Vocal Album, e Winehouse levou mais quatro estatuetas naquela mesma noite, igualando o recorde de artistas como Adele anos depois. Também foi indicado aos Brit Awards 2007 e esteve na lista curta do Mercury Prize. Mas além dos números, o que ficou foi sua influência em uma geração de artistas britânicos: de Adele a Duffy, muitos reconheceram que este disco lhes abriu caminho. Em 2025, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos o incluiu em seu Registro Nacional de Gravações por considerá-lo "cultural, histórica ou esteticamente significativo". Não é um detalhe menor: um álbum nascido da raiva e do desamor terminou fazendo parte do patrimônio sonoro de uma época.