A história por trás
Tokyo, segundo o DoReSol
A canção Tokyo soa como uma viagem sonora entre luzes de néon e ritmos que se alongam no ar. Não é só o nome que a torna especial: aquele baixo pulsante que se repete com uma cadência hipnótica, quase como um batimento mecânico, lhe dá um ar futurista que combina perfeitamente com o título. Os sintetizadores flutuam ao redor, criando camadas que parecem mover-se em câmera lenta, enquanto a voz de Michael Score desliza entre o melódico e o robótico, como se estivesse transmitindo de outro planeta. É uma peça curta, de apenas dois minutos e cinquenta e quatro segundos, mas nesse tempo consegue condensar uma atmosfera que outras faixas levam minutos para construir.
Gravada em Liverpool com equipamentos emprestados e um produtor que vinha de trabalhar em projetos mais experimentais. Mike Howlett, à frente da produção, buscava capturar aquele som sintético que já começava a definir a banda, e em Tokyo conseguiu com um equilíbrio entre aspereza e requinte. O engenheiro de gravação, Mike Shipley, deu aquele brilho metálico aos teclados, como se cada nota estivesse envolta em um eco de outra dimensão. Não era um disco pensado para ser perfeito, mas para soar como algo que ainda não existia: uma trilha sonora para uma cidade que só existia na imaginação de seus criadores. E embora não tenha sido o single mais comercial do álbum, acabou se tornando uma daquelas canções que os fãs lembram pelo sentimento ao ouvi-la, mais do que pela letra ou estrutura.
Do álbum
A Flock of Seagulls
A Flock of Seagulls · 1982 · Track 10
Dados
Créditos
Música Frank Maudsley, Paul Reynolds, Ali Score, Mike Score