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Man’s Best Friend

por Sabrina Carpenter · Álbum Man’s Best Friend

Tears

Duração 2:40

Acordes em preparação

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Do álbum

Man’s Best Friend

Man’s Best Friend

Sabrina Carpenter · 2025 · Track 2

Dados

Duración2:40
ÁlbumMan’s Best Friend
Año2025
ISRCUSUM72504355

A história por trás

O que mais salta aos olhos em Tears é como Sabrina Carpenter leva o disco-pop a um território onde o sensual e o irônico se misturam sem pudor. Não é apenas mais uma música de verão: no refrão, a letra brinca com duplos sentidos que vão do romântico ao explícito, sempre com um ritmo que te arrasta como um loop de bateria eletrônica. O detalhe que a torna diferente é esse contraste entre a produção polida —com sintetizadores que lembram os anos 70— e a crueza das imagens que evoca, como se o som e o vídeo (com aquele ar de country noir e toques de terror vintage) fossem duas faces da mesma moeda. Com apenas dois minutos e quarenta segundos, funciona como um golpe seco: não há tempo para o efeito se dissipar.

A canção chegou em agosto de 2025 como segundo single de Man's Best Friend, logo após o lançamento de Manchild em junho. Sabrina e John Ryan —seu colaborador habitual— a escreveram e produziram juntas, com a ajuda de Amy Allen. O curioso é como a promoveram: primeiro com pistas nas redes, usando os fãs como porta-vozes, e depois com teasers que prometiam "cinema puro". O vídeo, gravado em dois dias em Los Angeles e dirigido por Bardia Zeinali, tem três finais alternativos que foram subindo no Instagram como se fosse um jogo interativo. Até mesmo Colman Domingo entrou em um cameo drag inspirado em The Rocky Horror Picture Show, algo que não é por acaso: a estética do clipe brinca com o retrô e o sinistro, como se o disco fosse um vinil encontrado em um mercado de pulgas dos anos 70. No Reino Unido, estreou na terceira posição do UK Singles Chart, e nos Estados Unidos, entrou diretamente no top 10 da Billboard Hot 100, onde já acumulava seu quinto sucesso nessa posição. Os críticos se dividiram: uns elogiaram a ousadia das letras e da produção, outros a viram como demasiado herdeira da era disco clássica. Mas todos concordaram em uma coisa: o gancho não se esquece.