Acordes em preparação
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A história por trás
Some Men, segundo o DoReSol
Some Men soa como a fusão perfeita entre o soul mais clássico e aquele pop rock que os anos 80 terminaram de lapidar. A faixa não se contenta com o óbvio: não é apenas uma canção com gancho, mas um jogo de camadas onde a voz de Daryl Hall se alonga sobre um groove que lateja em 4/4, mas com um giro inesperado nos refrões. Aí está a magia: o baixo e a bateria traçam um caminho reto, enquanto os teclados e as guitarras se movem em diagonal, como se o ritmo soubesse que precisava deixar espaço para a melodia respirar. A produção de Hall, John Oates e Neil Kernon —com assistência técnica de Bruce Buchalter— consegue que cada instrumento soe com clareza, sem saturar, como se o estúdio fosse um cômodo onde tudo coubesse sem colidir.
A canção nasceu num momento em que o duo já havia testado fórmulas comerciais, mas aqui eles apostaram em algo mais orgânico. Hall e Oates se conheceram na Filadélfia no final dos anos 60, quando um estudava música e o outro, jornalismo, e embora tenham passado anos tocando em bandas efêmeras —ele em grupos de folk country e ela como músico de estúdio para artistas de soul como os Stylistics—, o destino os reuniu novamente. Na época em que gravaram Some Men, já tinham uma década de turnês e discos, mas essa faixa tem a frescura de quem sabe que o sucesso não é um fim, mas um caminho. O título não é por acaso: fala daqueles homens que resistem à mudança, mas a música aqui não julga; apenas acompanha com um groove que convida a se mover sem perguntar por quê.
Do álbum
Private Eyes
Daryl Hall & John Oates · 1981 · Track 11
Dados
Créditos
Letra Daryl Hall
Música Daryl Hall