Acordes em preparação
Ainda não analisamos o áudio desta música. Quando estiver pronto, você verá o player de acordes sincronizado com o vídeo.
A história por trás
I Can’t Go For That (No Can Do), segundo o DoReSol
I Can’t Go For That (No Can Do) soa como aquele tipo de música que te cativa desde o primeiro acorde e não te larga mais. Não é só o groove grudento nem a voz de Daryl Hall flutuando sobre os sintetizadores, mas como tudo isso se encaixa para contar uma história sem palavras: a de um cara que não vai ceder ao que não lhe convém, mesmo que soe bem. O riff inicial, aquele baixo que entra como um trem mas com balanço, é puro soul moderno com um toque de rock que já vinha de antes. O mais curioso é que, embora a música se sinta como uma viagem de quase cinco minutos, cada seção flui sem forçar, como se o tempo se esticasse só para que você não perca nenhum detalhe.
Gravada em Filadélfia, numa época em que Hall e Oates já tinham tentado a sorte separadamente no circuito de soul music e até em projetos efêmeros como Temptones ou Gulliver. O engenheiro Bruce Buchalter capturou aquele som quente mas limpo, e depois Neil Kernon —que também co-produziu— deu aquele brilho na mixagem que faz os teclados soarem como nuvens e o baixo como uma âncora. A produção, a cargo dos três, mistura a precisão do R&B com a ousadia do pop rock que os tornaria famosos no final dos anos 70. Não buscavam soar como mais ninguém, apenas como eles mesmos, e o resultado é essa mistura de teimosia e elegância que define a canção.
Do álbum
Private Eyes
Daryl Hall & John Oates · 1981 · Track 3
Dados
Créditos
Letra Daryl Hall, John Oates, Sara Allen
Música Daryl Hall