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Do álbum
Signos
Soda Stereo · 1986 · Track 7
Dados
A história por trás
A magia de Signos começa com um sussurro: um riff de guitarra acústica que se perde em um delay, como se o som chegasse de muito longe. Não há distorção nem potência elétrica no início, apenas aquele eco que lhe dá um ar de mistério antes de o piano entrar para conduzir a melodia. É a única canção de Soda Stereo que se sustenta assim, sem necessidade de guitarras elétricas, do primeiro ao último acorde. Esse detalhe a torna única: uma viagem acústica no meio de um disco que, naquela época, soava como futuro.
Gravá-la em 1986 como parte de Signos, seu terceiro álbum, e embora a banda já tivesse alcance em vários países da Ibero-América, essa faixa os consolidou como algo distinto. Não buscavam soar como ninguém: o delay na guitarra, os sintetizadores que surgem como sombras e aquele piano que parece flutuar são marcas registradas. Durante a turnê do Ruido Blanco, a tocavam igual ao disco, mas em 1988, no programa Mala Noche No, Cerati trocou a acústica por uma elétrica sem perder a essência. Mais tarde, na Gira Dynamo, a regravaram com sampling e efeitos que a tornaram quase irreconhecível, mas sempre respeitando o padrão original. Até no último show da banda, em 2007, mantiveram-na viva com teclados que imitam vibrafone e um encerramento que se dissolve em rock leve. Signos não para quieta: reinventa-se sem se trair.