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Sublime

por Sublime · Álbum Sublime

Same in the End

Duração 2:37

Acordes em preparação

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A história por trás

Same in the End, segundo o DoReSol

O final de Same in the End não soa como uma despedida, mas como um círculo que se fecha sem aviso. A canção avança com um ritmo que parece parar justamente quando o baixo e a guitarra se entrelaçam em um padrão curto, quase hipnótico, que se repete como um eco antes de a voz de Bradley Nowell entrar com aquela mistura de cansaço e resignação que percorre todo o tema. Não há *crescendos* forçados nem mudanças bruscas: o som permanece em um plano íntimo, como se cada nota estivesse ali para nos lembrar que, no fim, as coisas voltam a ser iguais, mesmo quando tudo parece ter mudado. Essa simplicidade enganosa é o que faz com que o tema se destaque em um álbum onde as influências se misturam sem pudor, do ska ao punk, passando por lampejos de reggae e hip hop.

Gravada em Austin, Texas, ao longo de três meses caóticos em 1996, a canção faz parte de um disco que Sublime terminou de montar entre sessões marcadas pelo abuso de substâncias e noites de descontrole. O engenheiro Stuart Sullivan capturou essa atmosfera crua, sem editar os ruídos de fundo nem corrigir imperfeições, o que deu à gravação um ar bruto que contrasta com a produção polida de outros trabalhos da época. Paul Leary, além de produtor, cuidou da mixagem, conseguindo que o baixo — sempre presente — e a guitarra acústica se equilibrassem sem abafar a voz, que soa mais frágil do que o habitual. Com apenas dois minutos e meio de duração, Same in the End encapsula a essência de um disco que não buscava soar perfeito, mas autêntico.

Do álbum

Sublime

Sublime

Sublime · 1996 · Track 4

Dados

Duração2:37
ÁlbumSublime
Ano1996