Acordes em preparação
Ainda não analisamos o áudio desta música. Quando estiver pronto, você verá o player de acordes sincronizado com o vídeo.
A história por trás
Persiana americana, segundo o DoReSol
O riff de guitarra que abre Persiana americana não soa como o que Soda Stereo vinha fazendo naqueles anos. Não é uma música que começa com um refrão grudento ou um ritmo que convide a dançar, mas com uma batida seca de bateria seguida de um dedilhado limpo e repetitivo que gruda na cabeça. Esse som, que depois se repete como um eco após cada estrofe, é o que faz com que a canção não se pareça com nada do que se ouvia nas rádios latino-americanas em 1986. O baixo de Héctor "Zeta" Bosio entra quase ao mesmo tempo que a guitarra, mas sem invadir o espaço do riff, como se flutuasse ao redor. A letra, por sua vez, conta uma cena que poderia ser de um filme: alguém espionando outra pessoa através de uma persiana, com uma tensão que não chega a ser explícita, mas que se sente em cada palavra.
A letra nasceu de um concurso radiofônico: Jorge Antonio Daffunchio, um ouvinte que enviou seu texto ao programa Submarino Amarillo, ganhou e Gustavo Cerati deu a ela sua forma definitiva. Daffunchio disse que a ideia lhe veio ao assistir a um filme de Brian De Palma sobre voyeurismo, embora depois tenha esclarecido que talvez confundisse o título. A canção entrou no repertório de Signos, o terceiro álbum da banda, e desde o primeiro dia tornou-se um fenômeno inesperado. Na Gira Signos —que passou pela Argentina, Chile, México e outros países da América Latina— o público já a cantava antes mesmo de a banda terminar de tocá-la. Algo naquela combinação de riff, baixo e letra havia conectado com algo maior do que o rock argentino da época. Em 2002, Rolling Stone Argentina e MTV a colocaram na 31ª posição das melhores canções do rock argentino, e em 2006, Al Borde a posicionou em sétimo lugar entre as 500 melhores do rock ibero-americano. Mas em 1986, quando foi lançada sem vídeo ou campanha promocional, ninguém imaginava que ela terminaria sendo uma daquelas canções que tocam repetidamente em qualquer país da região.
Do álbum
Signos
Soda Stereo · 1986 · Track 5
Dados
Créditos
Música Gustavo Cerati, Jorge Antonio Daffunchio