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A história por trás
Paradise City, segundo o DoReSol
A canção «Paradise City» começa com um riff de guitarra que parece saído de um sonho: notas que sobem como uma escada em direção a algo maior. Esse riff não só define o som dos Guns N’ Roses, como se tornou um marco instantâneo. O curioso é que esse riff nasceu no barulho de uma carrinha alugada, entre risos e bebidas, quando o Slash improvisava com uma guitarra acústica enquanto a banda regressava de um concerto em São Francisco. A ideia inicial era outra, mas o refrão que todos conhecem — «Take me down to the Paradise City» — surgiu quando Axl Rose cantou uma frase que mais tarde foi adaptada à versão final. Chegou mesmo a haver um momento em que o Slash propôs uma alteração na letra («Where the girls are fat and they’ve got big titties»), mas o resto do grupo preferiu a versão mais «limpa». Depois disso, a canção foi sendo construída em etapas, com cada membro a contribuir com versos até que o riff principal — aquele que todos cantarolam sem pensar — se tornou a espinha dorsal da canção.
A gravação de *Appetite for Destruction* durou meses, mas «Paradise City» foi aperfeiçoada em sessões onde o caos e a energia crua faziam parte do processo. O álbum foi lançado em julho de 1987, mas a canção, como single, chegou um ano depois, em novembro de 1988, e chegou ao quinto lugar da Billboard Hot 100. O que chama a atenção é que, num álbum repleto de guitarras distorcidas, esta foi a única faixa que incluiu um sintetizador, um pormenor que lhe conferiu um brilho distinto sem perder a sua essência rock. A canção também alcançou o primeiro lugar na Irlanda e manteve-se entre as dez mais ouvidas no Reino Unido. Mais tarde, o jogo «Burnout Paradise» adotou o nome para a sua cidade fictícia, e a canção tornou-se a sua banda sonora, como se o universo do rock tivesse decidido que aquele lugar imaginário merecia um verdadeiro hino.
Do álbum
Appetite for Destruction
Guns N’ Roses · 1987 · Track 6
Dados