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The Dark Side of the Moon

por Pink Floyd · Álbum The Dark Side of the Moon

On the Run

Tom G Tempo 167 bpm Compasso 4/4 Duração 3:36
Capo 0
Tom G
Vel.
◫ Modo Cinema

Do álbum

The Dark Side of the Moon

The Dark Side of the Moon

Pink Floyd · 1973

Dados

TonalidadG
Compás4/4
Tempo167 BPM
Duración3:36
CompositorDavid Gilmour / Roger Waters
ÁlbumThe Dark Side of the Moon
Año1973
ISRCGBN9Y1100078

Créditos

Música David Gilmour, Roger Waters

A história por trás

Quando você mergulha em *On the Run*, encontra uma peça que o transporta imediatamente. Não é apenas música; é uma sensação de movimento constante, quase como se você estivesse em uma jornada sem fim. O aspecto mais marcante é como esse som foi construído: um sequenciador EMS Synthi AKS foi usado, alimentando uma sequência de oito notas e acelerando-a. Para criar aquele ritmo semelhante a um chimbal, ruído branco foi combinado com o pulso do sequenciador em um modulador em anel. Além disso, adicionaram partes de guitarra gravadas ao contrário, alcançando um efeito de movimento da esquerda para a direita. Há também outros sons de sintetizador que simulam a passagem de um veículo, gerando um efeito Doppler muito particular. Tudo isso, combinado com modulação de frequência e ressonância, cria essa atmosfera tensa e envolvente. No final, resta apenas uma guitarra com um acorde que se desvanece pouco antes de dar lugar aos sinos de *Time*.

A gestação de *On the Run* foi um processo de experimentação. A ideia inicial para a base musical surgiu de David Gilmour, mas Roger Waters deu uma nova abordagem com uma sequência de notas diferente, o que lhes rendeu o crédito de autoria a ambos. A gravação da base começou em 31 de maio de 1972, mas decidiram descartá-la e gravaram uma nova versão em 13 de junho. O trabalho continuou durante o resto do ano, e as camadas finais de som foram adicionadas em 9 de fevereiro de 1973. Nos registros do estúdio, essas sessões foram chamadas de "Sons Raros" e "Mais Sons Raros". O interessante é que, segundo relatos, tudo o que se ouve na faixa, exceto os efeitos sonoros, foi gravado ao vivo, diretamente do sintetizador Synthi A. Não havia a possibilidade de sincronizar duas tomadas, por isso era feito dessa forma. Mesmo na estrada, antes de um show, eles tinham que inserir as notas da sequência manualmente, muito devagar, para depois acelerá-las na reprodução e conseguir aquele efeito rápido que ouvimos. Na época, quando Pink Floyd apresentava o álbum ao vivo em 1972, antes de seu lançamento oficial, essa peça era conhecida como "The Travel Sequence" e era mais uma improvisação de guitarra do que o instrumental eletrônico que conhecemos hoje.
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