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Emozioni

por Lucio Battisti · Álbum Emozioni

Non è Francesca

Duração 3:57

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Do álbum

Emozioni

Emozioni

Lucio Battisti · 1970

Dados

Duración3:57
ÁlbumEmozioni
Año1970

A história por trás

A história por trás de _Non è Francesca_ nos leva a um momento em que Lucio Battisti ainda não havia se consolidado como intérprete, mas já explorava sua faceta de compositor. A peça, nascida no verão de 1966 ou até antes, circulava em um repertório que Battisti oferecia a outros artistas. Uma das primeiras oportunidades surgiu com I Nomadi, que estavam gravando _Noi non ci saremo_. No entanto, a colaboração não se concretizou, pois implicava deixar de lado um trabalho já em andamento com Francesco Guccini.

Após esse desvio, a canção chegou às mãos de Roby Matano, amigo de Battisti e parte de I Campioni. Matano gravou uma demo com o acompanhamento de piano de Alberto Pasetti. Apesar de um contrato com a Durium, a Ricordi propôs a Matano apresentar _Non è Francesca_ no festival _Un disco per l'estate 1967_. Embora o aval para a gravação tivesse sido dado, o diretor artístico da Durium decidiu finalmente que o grupo beat I Balordi a interpretasse, uma decisão que decepcionou Matano. A versão de I Balordi, produzida pelo próprio Battisti, incluiu uma guia gravada por ele mesmo. Curiosamente, nesta guia e na versão final de I Balordi, o vestido de Francesca é branco, ao contrário do vermelho mencionado na letra original. Battisti também contribuiu para o arranjo e gravou o baixo nesta tomada, realizada quase ao vivo e sem retoques posteriores. O cerne de _Non è Francesca_ reside em sua narrativa, um monólogo onde o protagonista se recusa a aceitar a infidelidade de sua parceira, Francesca, mesmo diante de provas contundentes. A letra, obra de Mogol, entrelaça fatos concretos, como a descrição da vestimenta ("era vestita di rosso"), com a negação pessoal ("no non può essere lei"). Essa estrutura, que mistura a realidade com a incredulidade, evoca uma qualidade própria do blues. O musicólogo Gianfranco Salvatore a descreve como um reflexo da angústia masculina diante da mentira e do engano, enquanto Luciano Ceri destaca a habilidade de Mogol em construir uma história completa com poucas imagens. Finalmente, a versão de Lucio Battisti em 1969 catapultou a canção a um lugar de destaque em sua obra e a consolidou como um tema fundamental da música italiana.