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Do álbum
Blowin' in the Wind
Bob Dylan · 2022 · Track 3
Dados
TonalidadD
Compás4/4
Tempo96 BPM
Duración5:26
ÁlbumBlowin' in the Wind
Año2022
ISRCUSSM19922515
A história por trás
Quando Bob Dylan se sentou para compor "Mr. Tambourine Man" no início de 1964, ele provavelmente não imaginou o impacto que teria. A canção, nascida entre fevereiro e abril daquele ano, após uma viagem de carro que incluiu o Mardi Gras em Nova Orleans, tornou-se uma peça-chave de seu álbum Bringing It All Back Home, lançado em março de 1965. O interessante é que Dylan a gravou para seu disco em 15 de janeiro de 1965, nas mesmas sessões onde também foram registradas "Gates of Eden", "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)" e "It's All Over Now, Baby Blue". Embora se pensasse que cada faixa foi feita em uma única tomada longa, sabe-se que "Mr. Tambourine Man" exigiu seis tentativas, possivelmente devido à interação entre o violão de Dylan e a guitarra elétrica de Bruce Langhorne. De fato, as tomadas alternativas revelam que nas primeiras tentativas, o baterista Bobby Gregg tocava um ritmo com muito pandeiro, mas Dylan o achou distrativo e preferiu seguir apenas com Langhorne. O produtor Tom Wilson esteve no comando dessas gravações.
A magia de "Mr. Tambourine Man" não se limitou à versão original de Dylan. Quando The Byrds a gravaram em abril de 1965 como seu primeiro single, eles a transformaram. Usaram apenas o segundo verso da canção de Dylan e a transformaram em um sucesso que chegou ao número 1 tanto na Billboard Hot 100 quanto na UK Singles Chart. Esta versão de The Byrds foi fundamental para popularizar os subgêneros do folk rock e do jangle pop, inspirando muitas bandas a fundir guitarras com letras profundas. Curiosamente, foi ao ouvir a versão de The Byrds em um de seus ensaios no final de 1964 que Dylan se sentiu impulsionado a gravar com instrumentação elétrica. Ambas as versões, a de Dylan e a de The Byrds, foram reconhecidas em listas das melhores canções de todos os tempos, aparecendo juntas na lista de 2004 da Rolling Stone das 500 melhores canções já criadas. Além disso, ambas as gravações receberam prêmios Grammy Hall of Fame. A melodia da canção é expansiva e se destaca por sua imaginação surrealista, com influências que vão do poeta francês Arthur Rimbaud ao cineasta italiano Federico Fellini.