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A história por trás
Madrugal, segundo o DoReSol
Madrugal é uma daquelas canções que aparecem sem avisar e ficam. Com apenas um minuto e oito segundos, não é a mais longa nem a mais barulhenta de Café Tacvba, mas soa como algo que você já conhecia sem saber de onde. A música não se expande em versos ou refrões; ao contrário, flutua sobre um ritmo que parece tirado de um amanhecer no campo, com percussões que batem como passos lentos e uma melodia que se enrola no ar. Não há pressa, mas também não há pausa: é aquele momento exato antes de o dia decidir ser dia, quando a luz ainda não decidiu se é clara ou dourada.Gravada em Cuernavaca, Morelos, como parte de um disco que, segundo relatos, nasceu de sessões longas e sem pressa.
Gustavo Santaolalla esteve presente, mas não como produtor tradicional: mais como alguém que deixava a banda respirar. Rubén Albarrán, creditado como Cosme, deu à voz aquele tom entre sussurro e canto que faz com que a faixa soe mais íntima do que épica. Não era um single feito para o rádio; era um corte que cabia entre outros experimentos do álbum, do trío ao son jarocho. Mas às vezes, o que é pequeno é o que melhor fica.
Do álbum
Re
Café Tacvba · 1994 · Track 11
Dados