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A história por trás
Isn’t She Lovely, segundo o DoReSol
Quando Stevie Wonder compôs Isn’t She Lovely, ele estava celebrando um momento muito pessoal: o nascimento de sua filha Aisha. A gravação captura essa intimidade de forma muito direta. Na verdade, a canção começa com o primeiro choro de um bebê, registrado durante o parto real. Mais adiante, ouvimos Wonder banhando Aisha quando ela já era um pouco mais velha, sons que se misturam a um extenso solo de gaita cromática. É interessante notar que, embora Greg Phillinganes tenha contribuído com algumas partes de teclado, a maioria dos instrumentos que ouvimos é interpretada por Stevie Wonder em pessoa. Até a linha de baixo, que inicialmente Nathan Watts gravou como guia, foi substituída pela própria interpretação de baixo em teclado de Wonder.
Esta faixa, que dura mais de seis minutos em sua versão do álbum, foi incluída no disco Songs in the Key of Life, lançado em 1976. Stevie Wonder decidiu não lançá-la como *single* comercial porque não queria encurtar a peça para caber no formato padrão de 7 polegadas. Apesar de não ser um *single*, a canção teve tanta difusão nas rádios que alcançou a 23ª posição na parada Adult Contemporary em janeiro de 1977. Com o tempo, tornou-se um marco tanto no jazz quanto no pop, e muitos outros artistas a regravaram. Em 2012, Stevie Wonder a interpretou ao vivo para a Rainha Elizabeth II em seu concerto do Jubileu de Diamante, adaptando a letra para a ocasião.
Do álbum
Songs in the Key of Life
Stevie Wonder · 1976
Dados