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Acordes em preparação
Ainda não analisamos o áudio desta música. Quando estiver pronto, você verá o player de acordes sincronizado com o vídeo.
Do álbum
Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not
Arctic Monkeys · 2005 · Track 3
Dados
A história por trás
Na primeira vez que Fake Tales of San Francisco toca, o baixo do Arctic Monkeys já está marcando um ritmo que não soa como estreia. Gravada em 2005 para um EP de cinco canções, a faixa tem a urgência de quem toca em bares pequenos sem saber que estão registrando algo que os acompanhará por anos. A letra do Alex Turner não fala de viagens distantes, mas do que acontece quando uma banda inventa uma identidade emprestada: “Você não é de Nova York, é de Rotherham”, diz ele, e aí está o golpe. Não é uma crítica ao estilo, mas à ideia de que o som próprio se dilui quando se olha demais para fora. A canção traz essa mistura de ironia e melancolia que depois definiria a banda, como se Turner já soubesse que o sucesso não viria da imitação, mas de encontrar algo autêntico no cotidiano.
O vídeo, dirigido por Mark Bull e filmado com material de suas primeiras apresentações em Sheffield, reforça essa sensação de origem humilde. Não há efeitos, apenas tomadas ao vivo de quando ainda cabiam em um palco de bar, com o Andy Nicholson no baixo antes de sua saída. A canção entrou na rádio americana em 2006, pouco depois de o álbum Whatever People Say I Am, That's What I'm Not já ter arrasado no Reino Unido. Nos Estados Unidos, foi lançada como single de rádio, mas sem vídeo oficial ou promoção massiva. Ainda assim, ficou como uma daquelas canções que os fãs associam aos primeiros dias, quando o Arctic Monkeys ainda soava como um grupo de garotos tocando para ninguém em particular.