Acordes em preparação
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A história por trás
En el muelle de San Blás, segundo o DoReSol
A história que esta canção conta não é ficção, mas o eco de uma espera que durou mais de quatro décadas. Tudo começou no cais de San Blas, um cantinho de Nayarit onde, em 1971, Rebeca Méndez Jiménez se despediu de seu noivo, Manuel, um pescador que nunca mais voltou. A tempestade Priscilla o levou naquele mesmo dia, mas ela continuou ali, vestida de noiva, até 2012. Os vizinhos a apelidaram de Loca del Muelle pela sua perseverança, e décadas depois, seu testemunho cruzou o caminho de Fernando Olvera, cantor do Maná, que a ouviu e decidiu transformá-lo em música. O resultado é uma balada que não só narra um amor perdido, como também o faz com um ritmo que bate como as ondas do mar: a guitarra acústica abre caminho para um clímax onde a bateria e os sopros dão corpo a essa espera eterna.
Gravada entre estúdios de Los Angeles, Hollywood e um estúdio móvel em Puerto Vallarta, a canção nasceu como parte do álbum Sueños Líquidos, lançado em outubro de 1997. O disco, gravado na costa de Jalisco, buscava capturar a essência da água em cada nota, e este tema, lançado como single em 23 de maio de 1998, chegou a se posicionar na 18ª posição do Billboard Hot Latin Tracks dos EUA por seis semanas. O curioso é que, anos depois, em janeiro de 2001, foi lançado um maxi-single de quatro faixas que ampliou seu alcance. Mas além dos números, o que fica é a marca de Rebeca: em 2012, o porto lhe dedicou uma estátua, transformando sua história em um símbolo que atrai viajantes de toda a América Latina. E embora a canção tenha rendido um Grammy ao Maná na categoria de Best Latin Rock/Alternative Performance, seu verdadeiro legado é essa ponte entre a realidade e a música que continua ressoando em cada acorde.
Do álbum
Sueños líquidos
Maná · 1997 · Track 8
Dados