Acordes em preparação
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A história por trás
Cómo dueles en los labios, segundo o DoReSol
Na primeira vez que ouvi Cómo dueles en los labios, fiquei com a sensação de que não era uma canção qualquer: aquele ar melancólico que se entrelaça com o ritmo, como se o mar de Sueños Líquidos tivesse entrado na melodia. O tema não só chegou ao segundo lugar no Billboard Hot Latin Tracks em março de 1998, como o fez com um estilo que misturava a frescura do pop rock com o calor do rock latino, algo que naquela época não era comum nas rádios. Sua estrutura não é complicada, mas tem aquele detalhe que a faz soar diferente: a guitarra acústica que abre o tema e depois se funde com os teclados, criando uma atmosfera que convida a fechar os olhos e se deixar levar.
Gravá-lo em Puerto Vallarta, um lugar que para o Maná não é apenas um cenário, mas parte de sua essência criativa. O álbum Sueños Líquidos nasceu com a ideia de capturar a presença da água em cada nota, e este tema é um dos exemplos mais claros: desde o título até o som, tudo parece fluir. O single estreou na posição 35 das paradas em fevereiro de 1998 e, em apenas seis semanas, já estava entre os mais ouvidos. Não foi um sucesso passageiro: permaneceu uma semana em segundo lugar, logo atrás de No sé olvidar de Alejandro Fernández, e se tornou um dos primeiros sucessos da banda nos Estados Unidos e na Espanha. Além disso, o disco lhes abriu as portas para mercados onde antes não tinham tanto peso, como a Europa Ocidental e o Oriente Médio, e lhes deu seu primeiro Grammy na categoria de Best Latin Rock/Alternative Performance.
Do álbum
Sueños líquidos
Maná · 1997 · Track 3
Dados