A história por trás
El ojo moro, segundo o DoReSol
O olho mouro soa como uma batida curta e precisa, daquelas que não avisam e já estão lá. A trompete entra antes da bateria, com um ar entre reggae e rock que gruda rápido. Não há introdução longa: a faixa começa direto, como se você já soubesse do que se trata. O baixo e a guitarra tecem uma base que se repete, mas o detalhe está em como a voz de Sebastián Teysera — “o Anão” — se move sobre aquele ritmo, sem forçar, como se cantasse entre chimarrão e risadas.Gravada em 1995, esta canção nasceu num momento-chave para La Vela Puerca. O álbum de estreia, Deskarado, foi montado em segredo para o concurso Generación ’96, mas a gravadora Obligado Records lhes deu horas de estúdio e Claudio Taddei como produtor.
No verão de ’98, já estavam no Teatro de Verano de Montevidéu, abrindo para Los Piojos e conquistando seu primeiro disco de ouro. O salto à fama veio com a remixagem de Gustavo Santaolalla em 1999, quando o disco foi relançado pela Surco/Universal. Mas o curioso é que O olho mouro sempre se destacou por aquele som cru, sem filtros: uma trompete que não pede licença e uma letra que não explica, simplesmente existe.
Do álbum
De bichos y flores
La Vela Puerca · 2001 · Track 9
Dados