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A história por trás
Desafinado, segundo o DoReSol
Quando você se depara com Desafinado, está tocando uma peça que nasceu como uma resposta direta às críticas que a Bossa Nova recebia em seus primórdios. A ideia era que esse novo som, que mesclava a energia do samba com a sofisticação do jazz, era para pessoas que cantavam "fora de tom". A letra, escrita por Newton Mendonça, toma essa crítica e a transforma, inclusive cunhando o termo "Bossa-nova" pela primeira vez em seu texto. É fascinante pensar que uma canção que hoje associamos à elegância e à melodia nasceu de uma controvérsia. A música, por sua vez, é obra de Antônio Carlos Jobim, um dos pilares desse gênero.
A história por trás de Desafinado também nos leva a um momento-chave para a Bossa Nova. A versão gravada por João Gilberto em 1959, incluída em seu álbum Chega de Saudade, foi fundamental. Mas o impacto internacional chegou com a interpretação de Stan Getz e Charlie Byrd no álbum Jazz Samba de 1962. Essa versão obteve grande sucesso nas paradas dos Estados Unidos e chegou ao Reino Unido. Tal foi sua repercussão que Stan Getz ganhou um Grammy em 1963 por sua performance instrumental da música. Até mesmo o álbum Getz/Gilberto de 1965, que continha outra versão instrumental de Desafinado, levou o Grammy de Álbum do Ano. No mundo anglófono, a canção ficou conhecida com letras adaptadas por Jon Hendricks e Jesse Cavanagh, popularizadas por artistas como Perry Como, e uma versão mais próxima do original, cantada por Frank Sinatra, escrita por Gene Lees.
Do álbum
Chega de saudade
João Gilberto · 1959 · Track 7
Dados
Créditos
Música Newton Mendonça, Tom Jobim